sábado, 6 de fevereiro de 2010

Mundo Animal 1


Ela levantou e seguiu até o banheiro. Pensou no caminhou sobre a razão de estar naquele lugar... as vezes se sentia em casa, as vezes não. Meio longe de tudo, né?!? Meio do mato... Bom ou ruim...Depende.

Se olhou no espelho. O tempo passa, mas estava sendo bastante gentil com ela. Sentiu a presença de alguém, viu a sobra. Um lagarto.

- Ai que inferno, um lagarto no banheiro! Só aqui mesmo!Ai....

Queria gritar mas não podia.Assustou. Saiu do banheiro e caminhou até a sala.

Logo ouviu um grito e passos apressados.

- O que foi, filho?

Ele viu o lagarto. Era apenas uma criança com medo. A adulta também estava com medo, mas era sua obrigação acalmá-lo.

- Filho, é apenas um lagarto. É um bichinho, não faz nada. Temos que ser amigos dos animais, eles também se assustam com a gente vez por outra. Alguns são pequenos e somos enormes perto deles. Os bichos são da natureza e tudo da natureza é belo. Não precisa ter medo, ele não faz nada! Deixa ele quieto que logo mais ele volta pra casa dele.

Deixou-o pensando no assunto e foi para cozinha fazer o café...

- Não posso nem ir ao banheiro em paz que me aparece um bicho nojento. Credo...

De repente ouviu um choro...

- O que foi agora filho?

- Mãe! Hoje você não comprou comida para o meu lagarto! Coitado, tá com fome! Como você pode deixar um amigo bichano passar fome?

Ela riu. Sentiu raiva. Achou lindo.

- Maldita natureza....

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Para minha querida amiga e seu lindo filho...

sábado, 30 de janeiro de 2010

O que sou eu...


Não me defina.

Não tente fazer o que eu mesma não consigo.

Não me limite.

Assim as outras oportunidades parecerão mais interessantes.

Não me julgue.

O que pensamos diz sobre nós mesmos, não sobre o outros.


Todas as possibilidades do que posso ser são minhas. Tomo-as para mim.


Existem trilhas que posso seguir. As vírgulas e pontos da minha existência são de responsabilidade minha. Minhas escolhas traduzem meu momento, não a minha essência.


Talvez metáfora. Talvez metamorfose.

Tudo isso ou nada disso.

O que sou eu.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Novo


A gente sabe que tem que ir, mas tem medo...

É tão seguro segurar nas mãos de quem amamos e de repente sentimos a necessidade de soltar, enxergamos que podemos seguir, ir adiante e continuar. E para isso temos que ter as mãos livres, temos que nos desapegar da tranquilidade, da segurança, da certeza....

Desapegar. Exercitar o desapego. Saber que somos únicos. Que chegamos só e vamos só.

E assim nos damos conta da grandiosidade da vida e da pureza do verdadeiro amor. Lutamos para chegar onde estamos, nos esforçamos, sonhamos com a conquista e quando nos damos conta, estamos lá, estamos no lugar que almejamos em outro momento e aí.....E aí?

Bom, novamente temos que fazer escolhas, optar e sonhar. E seguimos assim, vivendo nossos ciclos, saboreando cada momento e quando sabemos ver a beleza de cada dificuldade, de cada empecilho, desenvolvemos a consciência da nossa capacidade.

É tão seguro segurar nas mãos de quem amamos e de repente sentimos a necessidade de soltar... A gente se solta das mãos e se enlaça pelos corações. E então seguimos só, eternamente ligados uns aos outros...

domingo, 10 de janeiro de 2010

Recordação


É bom recordar...

Recordar que já fui criança a ponto de não ter medo do desconhecido. Que já me joguei no mar sem ver como estava a maré, sem me preocupar se a água estava limpa ou não.

Já fui criança a ponto de acabar de colocar a roupa nova, ficar contente e sujá-la...não por maldade, mas porque rolava na grama por diversão. Já quis ficar acordada até tarde brincando sem me preocupar se teria que fazer algo importante depois, pela manhã.

Chorei desesperadamente porque queria a minha mãe, sem pensar se estava fazendo papel de ridícula...

Arrisquei várias manobras com a minha bicicleta cor-de-rosa sem levar em consideração o tamanho da dor que eu sentiria depois do tombo. E doía...E eu levantava e fazia de novo.

Já brinquei sozinha. "Salvei o mundo" no esconde-esconde. Peguei a mochila e disse que ia embora de casa. Briguei pra sempre e fiz as pazes no mesmo instante. Inventei desculpas para não ir a escola. Subi em árvores sem antes analisar a melhor forma de chegar onde queria... e chegava! Ganhei corridas. Perdi o jogo. Gargalhei sem ter os dois dentes da frente...

A experiência tem que nos fortalecer e não nos amedrontar.

A criança cai, rala o joelho e sente dor. Ela chora. Mas ela vê todo mundo brincando e recomeça. Ela sabe que a dor vai passar e que a diversão vale a pena...

domingo, 20 de dezembro de 2009

Para 2010


E o meu desejo é o mesmo. É o que desejo todos os dias a todas as pessoas: Paz, saúde, alegrias, conquistas, harmonia, respeito e amor. Sempre!
Os meus desejos não mudarão, independente de épocas, datas e ocasiões. A intensidade pode ser variável, mas os desejos sempre estão presentes.
O que quero agora é saber: O que faremos com os nossos desejos?
Qual atitude tomaremos para que a paz prevaleça sempre? Qual ação preventiva será adotada para termos mais saúde? Como partilhar a alegria e ao mesmo tempo somá-la? Quais serão os meios mais sustentáveis que encontraremos para alcançar nossas conquistas? Quais as formas mais puras de harmonizar todos os ambientes (internos e externos)? Como transformar o respeito em algo comum, básico e claro?
Enfim, nós poderemos encontrar a verdade do amor, colocando-o em cada uma de nossas atitudes?
Alguns desejos são imutáveis. Algumas ações são necessárias. Todo empenho será indispensável.
Que encontremos formas, caminhos e meios. Que sejamos criativos e troquemos experiências. Que façamos com amor. Sempre!

domingo, 15 de novembro de 2009

Aconchego


Preciso ouvir coisas belas...

Mais do que isto....preciso ler essas palavras em algum lugar... Ler algo de alguém que tenha tido a coragem de documentá-las...Alguém que por alguma desconhecida razão tenha voltado a acreditar...

Acreditar em algo que estava suspenso e assim, como que se para agarrar àquilo, tivesse documentado e registrado em palavras...para não fugir ou perder novamente....

Quero ler coisas belas....coisas sobre o que não sei mais....coisas que me mostrem que estava antes certa....

Coisas que me devolvam minha crença em algo intocável. Que me aninhem...

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Individualidade


Cuide de sua alma.

Só poderemos amar ao próximo quando de fato nos amarmos.

O amor talvez esteja presente em nossos corpos desde o nascimento. Mas precisamos construí-lo, dar forças a sua existência. Se este amor primordial não for desenvolvido, nenhum outro amor saberá ser completo.

Não parece contraditório dizer "eu te amo" quando não nos conhecemos? Não sabemos quem somos, o que queremos e acreditamos que temos a capacidade de amar verdadeiramente algo externo. Como amar algo externo quando não amamos ou não sabemos o que somos?

Talvez, apenas quando aprendermos a nos bastar, saberemos amar ao próximo. Talvez, quando a solidão for confortável, saberemos ser boa companhia. Talvez, quanto mais nos amarmos, mais seremos capazes de amar puramente.

Quando algo torna-se mais importante que nós mesmos, quando perdemos o sono, sofremos e desistimos por causa de algo fora do nosso domínio, é porque algo está incorreto dentro de nós. O amor, o próprio amor, este é o único pelo qual somos responsáveis e temos capacidade de transfomar. Enquanto este não for saudável, nenhum outro sentimento será simplesmente verdadeiro.