
É bom recordar...
Recordar que já fui criança a ponto de não ter medo do desconhecido. Que já me joguei no mar sem ver como estava a maré, sem me preocupar se a água estava limpa ou não.
Já fui criança a ponto de acabar de colocar a roupa nova, ficar contente e sujá-la...não por maldade, mas porque rolava na grama por diversão. Já quis ficar acordada até tarde brincando sem me preocupar se teria que fazer algo importante depois, pela manhã.
Chorei desesperadamente porque queria a minha mãe, sem pensar se estava fazendo papel de ridícula...
Arrisquei várias manobras com a minha bicicleta cor-de-rosa sem levar em consideração o tamanho da dor que eu sentiria depois do tombo. E doía...E eu levantava e fazia de novo.
Já brinquei sozinha. "Salvei o mundo" no esconde-esconde. Peguei a mochila e disse que ia embora de casa. Briguei pra sempre e fiz as pazes no mesmo instante. Inventei desculpas para não ir a escola. Subi em árvores sem antes analisar a melhor forma de chegar onde queria... e chegava! Ganhei corridas. Perdi o jogo. Gargalhei sem ter os dois dentes da frente...
A experiência tem que nos fortalecer e não nos amedrontar.
A criança cai, rala o joelho e sente dor. Ela chora. Mas ela vê todo mundo brincando e recomeça. Ela sabe que a dor vai passar e que a diversão vale a pena...
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