segunda-feira, 31 de maio de 2010

Histórias


O que você vai querer contar?

Como vai fazê-lo?

Suas histórias serão monótonas e com moral ou serão aventuras de superação com muitos risos e licenças poéticas?

De certo, não escolhemos os acontecimentos, escolhemos como encará-lo. Logo, escolhemos nossas próprias histórias. Somos todos escritores, contadores de causos. Somos donos das experiências que vivemos.

Tudo já aconteceu. A maneira de carregar os fatos nos modelam. Triste todo mundo já foi. Sorrisos sempre existiram. Medos todos possuem. Vergonha todo mundo já teve. Sonhos começam e terminam...

Como vai querer contar?

Pode gritar para ser ouvido ou falar baixinho para atrair a curiosidade alheia.

Coleciona afeto quem é dono de sua própria história.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Pelo Caminho



O que perdemos pela nossa estrada
Deixamos para trás
Tanta doçura, tantos encantos, sonhos
Tantas pessoas...
As vezes perdemos a capacidade de nos surpreender diante da vida. Nada mais causa espanto e admiração. Nem bom, nem ruim... O imprevisível deixa de ser tão incomum, aprendemos a ter flexibilidade, criatividade, capacidade de improviso... Tudo se torna ação... As emoções ficam pelo caminho...
O resgate de algumas sensações é uma prática valiosa...Olhar o mar como se nunca o tivesse visto, tentando procurar formas nunca antes notadas...Sentir o sabor de algo,deliciando-se vagarosamente...Abraçar um amigo como se fosse a primeira e última vez. E fazer isso sempre que encontrá-lo...Olhar no fundo dos olhos de alguém e descobrir do que se trata a conversa...
Muito ainda para ver, estar, sentir...
As vezes perde-se para ganhar.
As vezes perde-se o essencial e então a volta não é retrocesso, é a pausa para o grande salto.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Ela.


...Precisava confessar que havia deixado de acreditar no amor, e assim, deixara de acreditar em tudo.

Sentia falta de crer em coisas deste aspecto, ilusório, fantasioso. Era muito triste acreditar apenas em fatos, dados, coisas comprovadas e totalmente reais. A falta de crença em bobagens acabou por causar um enorme vazio.

Vazio que tentava preencher com atitudes possíveis, eventos, acontecimentos, necessidades momentâneas. Mas era como se o corpo já tivesse um espaço reservado ao amor: sem ele nada adiantaria e aquele buraco perturbador continuaria a existir.

O que fazer então? A vida havia lhe mostrado que nada daquilo existia e agora a própria vida clamava para que pudesse voltar a acreditar... E como acreditar no que se sabe que não existe?

Sentia como se ainda algum pedaço seu fizesse parte daquela dimensão, como se aquilo tudo ainda existisse em algum lugar. Como uma atriz que assiste seu próprio filme...O real é o que sente ou o que vive?

O choro faz eco no seu próprio corpo...

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Mas...



Toda história, por mais densa que possa parecer, é sempre digna de orgulho, gratidão e reflexão.

Coisas boas e ruins todos vivem... E se lhe oferecessem a possibilidade de apagar as histórias ruins, você aceitaria? Aceitaria o risco de então não ser quem você é hoje? O risco de ter que aguardar um novo acontecimento para poder aprender?

Em momentos felizes queremos dividir essa sensação. Momentos tristes são reflexivos, acabam provocando maiores aprendizados - E isso ocorre pela dificuldade que existe em se aprender por amor. Quanto maior a queda, mais pensamos sobre ela.

Então pois bem, você pode apagar todos os acontecimentos ruins, consequentemente todos aqueles momentos que você refletiu. Toda a sua evolução... Aceita?

Mas, mas.... Não há tempo de justificativa. Aja!

Ficar parado esperando que a vida lhe dê outra oportunidade de aprender? Evolua agora!

Eu tenho muito o que aprender. Eu sou grata a cada passagem da minha história e a todas as escolhas que fiz. Tudo resulta no que sou hoje e hoje... Hoje é meu presente! O presente que a vida deu pra mim.